Estuda, Ju!

Padrões alimentares na infância: intervenções precoces perduram e são decisivas

O estabelecimento de padrões alimentares precoces é um determinante fundamental para o risco de doenças crônicas ao longo da vida adulta. Nesse trabalho, os pesquisadores identificaram padrões temporais de ingestão alimentar entre os 7 meses e os 3 anos de idade e o correlacionaram com dieta aos 10/11 anos da criança

Principais achados para a prática clínica:

  1. Persistência de padrões (Dietary Tracking): associação dose-dependente entre os padrões de alta ingestão de alimentos saudáveis na primeira infância e melhores escores de qualidade da dieta na pré-adolescência
  2. Superioridade dos alimentos in natura: O estudo demonstrou que o consumo de frutas e vegetais frescos está consistentemente relacionado a escores dietéticos superiores na idade escolar, enquanto o consumo predominante de alimentos ultraprocessados correlacionou-se a uma menor qualidade global da dieta posteriormente
  3. Determinantes sociofamiliares: Padrões alimentares menos saudáveis foram significativamente associados a:
    • Baixa escolaridade e renda familiar
    • Tabagismo materno durante a gestação
    • IMC parental elevado: filhos de pais com obesidade apresentaram maior consumo de refeições de conveniência e menor ingestão de frutas frescas
    • Presença de irmãos

Na prática: devemos intervir precocemente na alimentação infantil, no período de introdução alimentar e janela de mil dias, e intensificar as orientações durante a transição para a dieta da família, monitorando desvios do padrão alimentar até então estabelecido, pois os impactos acontecerão em médio e longo prazo. O que é feito ao longo do período de introdução alimentar não é algo transitório e surtirá efeitos ao longo de toda a vida do indivíduo; configura-se como uma janela de oportunidades para intervenções que podem estabelecer melhores padrões alimentares e diminuir o risco de doenças.

Deixe um comentário